Tuesday, October 31, 2006
Mikhail Bakunin - Perfeito e OPORTUNO
Tuesday, October 24, 2006
AS MULHERES DE MINHA GERAÇÃO

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É o único tema em que sou radical e intolerante, no qual não escuto argumentações: As mulheres da minha geração são as melhores e ponto.
Hoje têm quarenta e picos, inclusive cinqüenta, e são belas, muito belas, porém também serenas, compreensivas, sensatas e sobretudo diabolicamente sedutoras, isto, apesar dos seus incipientes pés-de-galinha ou desta afetuosa celulite que capitoneam suas coxas, mas que as fazem tão humanas, tão reais. Formosamente reais.
Quase todas, hoje, estão casadas ou divorciadas, ou divorciados e recasadas, com a intenção de não se equivocar no segundo intento, que às vezes é um modo de acercar-se do terceiro e do quarta intento. Que importa?
Outras, ainda que poucas, mantém um pertinaz celibatarismo e o protegem como a uma fortaleza sitiada que, de qualquer modo, de vez em quando abre suas portas a algum visitante.
Que belas são, por Deus, as mulheres da minha geração! Nascidas sob a era de Aquário, com a influência da música dos Beatles, de Bob Dylan, de Lou Reed, do melhor cinema de Kulbrick e do início do boom latino-americano, são seres excepcionais. Herdeiras da revolução sexual da década de 60 e das correntes feministas, que entretanto receberam passadas por vários filtros, elas souberam combinar liberdade com coqueteria, emancipação com paixão, reivindicação com sedução.
Jamais viram no homem um inimigo, apesar de que lhe cantaram umas quantas verdades, pois compreenderam que se emancipar era algo mais que colocar o homem para esfregar o banheiro ou trocar o rolo de papel higiênico, quando este tragicamente se acaba, e decidiram pactuar para viver em dupla, essa forma de convivência que tanto se critica, porém, que com o tempo, resulta ser a única possível, ou a melhor, ao menos neste mundo e nesta vida. São maravilhosas e têm estilo, mesmo quando nos fazem sofrer, quando nos enganam ou nos deixam.
Usaram saias indianas aos 18 anos, enfeitaram-se com colares andinos, cobriram-se com suéteres de lã e perderam sua parecença com Maria, a Virgem, em uma noite louca de sexta-feira ou de sábado, depois de dançar El raton, de Cheo Feliciano, na Teja Corrida ou em Quebracanto, com algum amigo que lhes falou de Kafka, de Gurdjieff e do cinema de Bergman. No fundo de suas mochilas havia pacotes de Pielroja, livros de Simone de Beauvoir e fitas de Victor Jara, e ao deixar-nos, quando não havia mais remédio senão deixar-nos, dedicavam-nos aquela canção de Héctor Lavoe, que é ao mesmo tempo um clássico do jornalismo e do despeito, e que se chama Teu amor é um jornal de ontem.
Falaram com paixão de política e quiseram mudar o mundo, beberam rum cubano e aprenderam de cor canções de Silvio Rodriguez e Pablo Milanez, conheceram os sítios arqueológicos, foram com seus namorados às praias, dormindo em barracas e deixando-se picar pelos pernilongos, porque adoravam a liberdade e, sobretudo, juraram amar-nos por toda a vida, algo que sem dúvida fizeram e que hoje continuam fazendo na sua formosa e sedutora madurez.
Souberam ser, apesar da sua beleza, rainhas bem educadas, pouco caprichosas ou egoístas. Deusas com sangue humano. O tipo de mulher que, quando lhe abrem a porta do carro para que suba, se inclina sobre o assento e, por sua vez, abre a do seu acompanhante por dentro. A que recebe um amigo que sofre às quatro da manhã, ainda que seja seu ex-noivo, porque são maravilhosas e têm estilo, ainda quando nos façam sofrer, quando nos enganam ou nos deixam, pois seu sangue não é tão gelado o suficiente para não nos escutar nessa salvadora e última noite, na qual estão dispostas a servir-nos o oitavo uísque e a colocar, pela sexta vez, aquela melodia do Santana.
Por isso, para os que nascemos entre as décadas de 40 e 60, o dia da mulher é, na verdade, todos os dias do ano, cada um dos dias com suas noites e seus amanheceres, que são mais belos, como diz o bolero, quando está você.
Que belas são, por Deus, as mulheres da minha geração!
FALHAS

FALHAS
Uma das coisas que fascina na cidade de San Francisco é ela estar localizada sobre a falha de San Andreas, que é um desnível no terreno da região que provoca pequenos abalos sísmicos de vez em quando e grandes terremotos de tempos em tempos. Você está mui faceiro caminhando pela cidade, apreciando a arquitetura vitoriana, a baía, a Golden Gate, e de uma hora para outra pode perder o chão, ver tudo sair do lugar, ficar tontinho, tontinho.
É pouco provável que vá acontecer justo quando você estiver lá, mas existe a possibilidade, e isso amedronta mas ao mesmo tempo excita, vai dizer que não?
Assim são também as pessoas interessantes: têm falhas.
Pessoas perfeitas são como Viena, uma cidade linda, limpa, sem fraturas geológicas, onde tudo funciona e você quase morre de tédio.
Pessoas, assim como as cidades, não precisam ser excessivamente bonitas. É fundamental que tenham sinais de expressão no rosto, um nariz com personalidade, um vinco na testa que as caracterize.
Pessoas, como cidades, precisam ser limpas mas não a ponto de não possuírem máculas. É preciso suar na hora do cansaço, é preciso ter um cheiro próprio, uma camiseta velha pra dormir, um jeans quase transparente de tanto que foi usado, um batom que escapou dos lábios depois de um beijo, um rímel que borrou um pouquinho quando você chorou.
Pessoas, como cidades, têm que funcionar, mas não podem ser previsíveis. De vez em quando, sem abusar muito da licença, devem ser insensatas, ligeiramente passionais, demonstrarem um certo desatino, ir contra alguns prognósticos, cometer erros de julgamento e pedir desculpas depois, pedir desculpas sempre, pra poder ter crédito e errar outra vez.
Pessoas, como cidades, devem dar vontade de visitar, devem satisfazer nossa necessidade de viver momentos sublimes, devem ser calorosas, ser generosas e abrir suas portas, devem nos fazer querer voltar, porém não devem nos deixar 100% seguros, nunca. Uma pequena dose de apreensão e cuidado devem provocar, nunca devem deixar os outros esquecerem que pessoas, assim como cidades, têm rachaduras internas, portanto podem surpreender.
Falhas: agradeça as tuas, que são o que te humaniza e nos fascina.
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( Uma grande amiga me mandou este texto dizendo que ao lê-lo lembrou -se demais de mim... por outro lado achei-o a cara do João... Um beijo grande "pro cê" Criscolo)

Monday, October 23, 2006
VERGONHA NACIONAL - Click neste título
Não sabia não, não é mesmo Sr Lula?
Que vergonha !
VÍDEO PROVA QUE O LULA SABE DE TUDO! Um vídeo que mostra o Lula junto com alguns dos "envolvidos" do PT, e que sai corendo logo no começo do vídeo (camisa verde) quando percebe que esta sendo gravado.Lula,Jose Dirceu, Duda,GuidoMantega,Gushikem ... Para entender tudo, assista várias vezes. ...
*** Reparem que bem no início do vídeo, o Lula esta de camisa verde, atrás do José Dirceu.
Ele sai de fininho quando percebe que começaram a gravar e quando êle passa atrás do
José Dirceu, o José Dirceu diz:
Desculpa Lula... e move a cadeira um pouco mais para a frente...
Thursday, October 19, 2006
The "F" word
Os Domingos Precisam de Feriados
Shabat é o conceito que propõe descanso ao final do ciclo semanal de produção, inspirado no descanso divino no sétimo dia da Criação. Muito além de uma proposta trabalhista, entendemos a pausa como fundamental para a saúde de tudo o que é vivo.
Onde não há pausa, a vida lentamente se extingue.
As bolsas do Ocidente e do Oriente se revezam fazendo do ganhar e perder, das informações e dos rumores, atividade incessante. A CNN inventou um tempo linear que só pode parar no fim. Mas as paradas estão por toda a caminhada e por todo o processo. Sem acostamento, a vida parece fluir mais rápida e eficiente, mas ao custo fóbico de uma paisagem que passa. O futuro é tão rápido que se confunde com o presente.
As montanhas estão com olheiras, os rios precisam de um bom banho, as cidades de uma cochilada, o mar de umas férias, o Domingo de um feriado...
É um dia de atenção, de ser atencioso consigo e com sua vida.
A pergunta que as pessoas se fazem no descanso é: o que vamos fazer hoje? Já marcada pela ansiedade. E sonhamos com uma longevidade de 120 anos, quando não sabemos o que fazer numa tarde de Domingo.
A pausa é que traz a surpresa e não o que vem depois.
A pausa é que dá sentido à caminhada.
Não haverá maior sábio do que aquele que souber quando algo terminou e quando algo vai começar.
Talvez porque, mais difícil do que iniciar um processo do nada, seja dá-lo como concluído.
Nostalgia X Melancolia
Que coisa... por que será que as pessoas, "out of the blue", são pêgas por uma tristeza sem motivo aparente?
Lembranças... saudades... nos apertam o peito com tanta força que é até dificil respirar...
Pois é, hoje o "bicho pegou"... pegou feio... me deixando tão fragilizada, impotente, melancólica... Será que é a chuva, que parece ter vindo para ficar?
Será que é independêcia daqueles que ja foram tão dependentes, e que agora já rumam sozinhos?
Será que é o mêdo de um relacionamento novo, que poderia dar certo e que você briga para não se envolver?
Não seria bem melhor olhar para isto tudo e ficar feliz?
Ver seus filhos tomando suas próprias decisões, valorizar a chuva e os benefícios que ela traz para a natureza, se envolver, ser feliz?



Wednesday, October 18, 2006
Formatura - Rogerio ( Brasilia / Junho de 2006 )
Tuesday, October 17, 2006
Aos meus filhos QUERIDOS !
Na Romênia, uma mulher dizia sempre à seus filhos:_ “Haja o que houver, eu sempre estarei ao lado de vocês”.
Houve nesta época um terremoto de intensidade muito grande, que quase arrasou as construções lá existentes nesta época.
Estava nesta hora esta mulher em uma estrada.
Ao ver o ocorrido, correu para casa e verificou que seus filhos estavam na escola. Foi imediatamente para lá. E encontrou a escola totalmente destruída. Não havia restado uma única parede em pé...
Tomada de uma enorme tristeza ficou ali ouvindo as vozes felizes de seus filhos e sua promessa (não cumprida)
...”Haja o que houver eu sempre estarei ao lado de vocês.”
Seu coração estava apertado e sua vista apenas enxergava a destruição.
As vozes de seus filhos e sua promessa não cumprida a dilaceravam. Mentalmente percorreu inúmeras vezes o trajeto que fazia diariamente segurando a mãozinha de cada um.
O portão (que não mais existia)....
Corredor .....
Olhava as paredes, vendo aqueles rostinhos confiantes..., os seus olhinhos verdes, castanhos, castanhos bem escuros ...
... passava pelas salas , virava o corredor e olhava ao entrar. Até que resolveu fazer em cima dos escombros, o mesmo trajeto.
Portão....
Corredor....
Virou a direita...
E parou em frente ao que deveria ser a porta da sala de um deles.
Nada! Apenas uma pilha de material destruído.
Nem ao menos um pedaço de alguma coisa que lembrasse a classe.
Olhava tudo... desolado....
E continuava a ouvir sua promessa:
_ “Haja o que houver, eu sempre estarei ao lado de vocês”.
E ela não estava.
Começou a cavar com as mãos.
Nisto chegaram outros pais, que embora bem intencionados, e também desolado, tentavam afastá-la de lá dizendo:
_ Vá para casa. Não adianta, não sobrou ninguém.
_ Vá para casa.
Ao que ela retrucava:
_ Você vai me ajudar?
Mas ninguém ajudava, e pouco a pouco, todos se afastavam.
Chegaram os policiais, que também tentaram retirá-la dali, pois viam que não havia chance de ter sobrado ninguém com vida. Haviam outros locais com mais esperança.
Mas esta mulher não esquecia sua promessa aos filhos, a única coisa que dizia às pessoas que tentavam retirá-la de lá era:
_ Você vai me ajudar?
Mas eles também a abandonavam.
Chegaram os bombeiros, e foi a mesma coisa....
_ Saia daí, não está vendo que não pode ter sobrado ninguém vivo? Você ainda vai pôr em risco a vida de pessoas que queiram te ajudar pois continuam havendo explosões e incêndios.
Ela retrucava:
_ Você vai me ajudar?
_ Você está cega pela dor e não enxerga mais nada. Ou então é raiva da desgraça.
_ Você vai me ajudar?
Um a um todos se afastavam.
Ela trabalhou quase sem descanso, apenas com pequenos intervalos, mas não se afastava dali.
Cinco horas, dez horas, doze horas, vinte e quatro horas, trinta horas....
Já exausta, dizia a si mesmo que precisava saber se seus filhos estavam vivos ou mortos. Até que ao afastar uma enorme pedra, sempre chamando por eles, ouviu:
_ Mãe.... estamos aqui!
Feliz, fazia mais força para abrir um vão maior e perguntou:
_ Vocês estão bem?
_ Estamos. Mas com sede, fome e muito medo.
_ Tem mais alguém com vocês?
_ Sim, 14 estão conosco; estamos presos em um vão entre dois pilares. Estamos todos bem!
Apenas se conseguia ouvir seus gritos de alegria.
_ Mãe, nós falamos para eles:
_ Vocês podem ficar sossegados, pois minha mãe irá nos achar. Eles não acreditavam, mas nós dizíamos a toda hora...
_ “Haja o que houver nossa mãe estará sempre ao nosso lado”.
_ Vamos, abaixem-se e tentem sair por este buraco.
_ Não, ! Deixe-os saírem primeiro....
_ Sabemos que haja o que houver... você estará sempre nos esperando!
( Caso Verídico )
Filhos queridos, mamãe os ama muito e sempre, sempre estará do lado de vocês.
Um beijo grande.
BH, 16/10/2006.
Cristina




